segunda-feira, julho 29, 2013

Certas músicas de fundo saem caras...

Na 6ª feira, Mr. Jamie Cullum deu um grande concerto (como sempre) em Oeiras. Como o tuga é um espécime que nunca cessa de nos surpreender, consegui ficar ao lado de duas criaturas que passaram o concerto na conversa. E a palheta durou até que lhes disseram que estavam a incomodar os restantes espectadores que pagaram 40 EUR para ver e ouvir o concerto. É inacreditável como certas pessoas pagam 40 EUR para terem música de fundo enquanto põem a cusquice em dia.
Mas pronto, uma destas critauras também comprou um lugar cujo número era imediatamente sequencial ao da amiga. Resultado: uma estava na fila par e a outra estava na fila ímpar. Azar dos azares foi apanharem um sr. simpático que não se importou de trocar de lugar para que as abéculas pudessem ficar juntas e pudessem continuar na palheta até as mandarem calar...

someecards.com - You came to a concert to chat with your friends? You must be a really big fan!

domingo, julho 21, 2013

Toda a gente gosta do mesmo... se calhar porque às vezes o mesmo é bom!

Detesto quando certas coisas pegam moda. Fico tão feliz quando descubro um coisa de que gosto, que só quero que essa coisa se torne conhecida dos meus amigos e só porque lhes contei quão fabulosa essa coisa é.
O ano passado descobri os fins de tarde Revolta Sunset @ Rooftop e estou feliz porque, passado um ano, não pegou moda e continua civilizado e sem multidões. Mas não se pode dizer o mesmo do OutJazz. Quando começou, e apesar de ser à borla, havia sempre espaço para nos sentarmos, nem que fosse na relva. E quando digo espaço, falo duns bons 5 metros quadrados à nossa volta. E as pessoas que lá iam? Chegavam mesmo a ir de propósito ouvir jazz. Pessoal que, assim na loucura, chega a gostar de jazz...
Este ano o OutJazz parece uma preview do Sudoeste. Criançada que não sabe muito bem o que vai ouvir mas como é fashion, tem de lá estar. E vão para lá dar tudo por tudo. Saltos altos, shorts mínimos... O que interessa menos é a música que estão a tocar. E aquele pessoal que vai lá mas que tem Tony Carreira a tocar no carro?



E depois há o problema daquelas coisas que eu só descubro porque já pegaram moda... e aí,já é tarde demais e é muito mais complicado usufruir da dita coisa com tempo, espaço e um mínimo de privacidade.
Hoje fui almoçar ao Honorato. Já tinha visto tantas fotos dos hamburgueres pelas redes sociais, que fiquei curiosa. Como seria de esperar, estava cheio. Mas consegui um lugarzinho ao balcão. Lá pedi um Hamburguer Falcão. Sim, porque para mim, hamburguer que se digne de ter esse nome, tem de levar bacon e queijo cheddar.
Tenho é de confessar uma coisa. Não sou fã de batata frita. Pronto, já disse. Sim, sou eu. Sou A pessoa que não gosta particularmente de batata frita. Acho que uma saladinha rima melhor com um hamburguer... são manias parvas... ou, melhor ainda, aros de cebola!!! Mas pronto, no Honorato servem-nos batatas fritas... e caseiras... e não é que são deliciosas? Cheguei mesmo a comer uma dúzia de batatas só para terem noção de como são boas! E o Hamburguer? Médio-mal passado e com umas pedrinhas de sal grosso que teimaram em lá ficar... Tão bom! Tão tenrinho, tão apetitoso.
Pronto, está na moda e estava à pinha... mas o que é que se pode fazer? É bom, é barato e é giro...
E a Nanarella? Abriu no início do ano e tem sempre fila. Também não passa dum balcão. Se houver mais de 2 pessoas à espera, a fila começa a formar-se na rua... mas é que a fila chega à esquina, muitas vezes. É mais um caso de bom e barato.... Pode ser que comecem a fazer concorrência aos Santini e a clientela disperse... assim, as filas nos Santini diminuem um bocadinho!
Agora, se o Oásis pega moda é que estou lixada. Deixem-me, pelo menos, o vegetariano!

sábado, julho 13, 2013

Uma coisa boa do Verão? Bochechos...

Adoro anúncios credíveis. Aqueles anúncios em que as pessoas são todas lindas, magras e ricas tentando retratar a realidade nacional. Todos sabemos que a crise nos tornou muito mais magros por isso todos os Portugueses têm corpos perfeitos e são todos potenciais modelos. Tão credível!
Um desses anúncios altamente credíveis é o da Vodafone:



Começamos num campo cheio de flores onde a jovem tira uma foto e cheira o telemóvel!!!! Eu percebo... No meio de tanta flor, se ela metesse o nariz numa delas, tinha um ataque de alergia tão grande que durante, precisamente, 48 minutos, não era ninguém (só ranho e espirros).
Depois temos a viagem à pendura, estilo cadela. Mas vocês já viram algum adulto espetar a cabeça para fora da janela e cheirar o ar num veículo em movimento?!?
E ir cheirar as árvores no meio da floresta? Já é um bocadinho improvável, mas para tornar a coisa menos credível ainda, a jovem vai cheia de rímel e com os lábios pintados de vermelho. Perfeitamente normal. Quando alguém me convida para um piquenique no meio do mato, a primeira coisa que eu digo é "Espera aí que tenho de ir buscar o arsenal de maquilhagem que ninguém vai para o mato só com blush e gloss".
E por fim, quando achamos que a estupidez não pode ser superada, eis que vemos a menina a tentar engarrafar a brisa do mar em pleno Cabo da Roca. Lembra-me um episódio da "Modern Family" em que a Claire encontra o frasco onde o Luke guardou o sol quando era pequeno e ele fica surpreendido por o sol continuar dentro da garrafa...

sábado, julho 06, 2013

Tenho gostos musicais demasiado caros

E em época de festivais de Verão, brindo-vos com alguma estupidez alusiva à época.
Este ano, os Two Door Cinema Club vão ao Optimus Alive. Assim que foram confirmados fiquei excitadíssima porque é uma das minhas bandas preferidas. Mas quando vi o preço dos bilhetes, a minha excitação passou num instante. Pagar 53 EUR para ver um só concerto é caro. Tornou-se mais caro quando vi a programação e constatei que iam tocar menos de 1h30. Os Green Day têm 3 horas reservadas para eles.
Em Abril, os Two Door Cinema Club deram um concerto em Edimbugo e os preços rondavam os 25 EUR. Se alguma vez derem um concerto em Portugal (que não esteja inserido num festival), o preço será certamente menos de 50 EUR.
Outro drama... Gary Clark Jr vem ao Super Bock Super Rock. Preço do bilhete: 48 EUR! Duração o concerto: 1h30. Em suma, o mesmo drama mas acrescido duma odisseia para chegar ao recinto do festival e regressar a Lisboa a seguir.
Em suma, não tenho dinheiro suficiente para esbanjar em bilhetes de festivais para ouvir a música que gosto. Por outras palavras, tenho gostos musicais demasiado caros!