sábado, dezembro 28, 2013

O desporto nacional não é o futebol... é a inveja.

Pingo Doce 'invadido' por desempregados reabriu ao público sem incidentes - Sociedade - Sol

A parte que interessa nesta notícia é:
Nos últimos dias, circulou nas redes sociais apelos para que os desempregados fossem ontem, pelas 17h00, ao Pingo Doce junto ao Rossio reclamar um cabaz de Natal. A ideia terá surgido depois de, no início deste mês, um desempregado ter ido a um supermercado para levar um pacote de arroz sem pagar e, em vez disso, o Pingo Doce lhe ter oferecido um cabaz de Natal.
Depois do Pingo Doce ter oferecido um cabaz a um desempregado, pensei que estava ali uma estratégia de marketing bem pensada. Apareceram nos órgãos de comunicação social com boa publicidade, pelo preço dum cabaz. Mas, mais importante que tudo isso, deram comidinha a uma família que está com dificuldades.
Isto ficaria por aqui mas... estamos na terra dos invejosos. E o tuga pensa logo "Ah!!! Se ele tem, eu também quero!" E junta-se uma dezena destes invejosos e invadem uma loja do supermercado que fez a boa acção.
Podiam ter ido a outro supermercado qualquer. Levavam um pacote de arroz sem pagar e talvez recebessem qualquer coisa em troca. Na pior das hipóteses, até podiam receber uma visita guiada à esquadra mais próxima mas, quem não arrisca não petisca.
Mas não. Se deram o dedo, agora querem o braço todo. Como se o Pingo Doce, uma empresa privada, lhes devesse alguma coisa ou fosse obrigada a agir da mesma forma com todos os desempregados.
E manifestarem-se na Assembleia da República ou no Ministério das Finanças? Se há alguém que lhes deve alguma coisa é o Governo, a quem pagamos impostos para que garantam prestações sociais que permitam aos desempregados, alimentarem-se. Mas não... vamos exigir esmolas (não é pedir, é exigir!) a quem abriu uma excepção.
Imaginem que dão uma moeda de 1 EUR ao pedinte que está à porta duma estação de Metro e um mês depois, são abordados por uma dezena de pedintes que costumam estar noutras estações de metro e exigem uma moeda de 1 EUR cada um! É a mesma coisa.

sábado, dezembro 21, 2013

Salve um estúpido. Garanta que ele ganha noção da sua imbelicidade!

Tal como toda a gente, estou farta de gente estúpida.
E isto é certamente um problema transversal a todo o Mundo (a menos que aspirem a ser a Madre Teresa ou o Dalai Lama).
Hoje, na Poison d'Amour, que é todo um local de culto para os gulosos, estava uma criatura execrável ao balcão. E essa energúmena dizia ao funcionário:
- Olhe, eu sei que vocês mudaram o pesoal mas eu sou cliente há muito tempo por isso veja lá... não brinque porque eu não gosto!
De salientar que o rapaz estava com a maior poker face... O conceito de brincar da criatura deve ser muito lato...
Enquanto o rapaz explicava a composição dum dos bolos, utilizando termos como ganache ou génoise e, naturalmente, explicando o que cada um significa, a criatura interrompe-o e diz:
- Ela sabe muito bem o que isso é. - referindo-se à velhota que estava ao seu lado - Ela é francesa. Não estou a brincar, ela é mesmo francesa.
Ora bem, ninguém interrompeu nem duvidou que a velhota fosse francesa. Porque é que alguém haveria de achar que ela estava a brincar? Porque é que a criatura se estava a defender se ninguém a tinha atacado?
E, mais importante que tudo, porque é que eu não a abordei e lhe disse precisamente isto?
Por acaso a explicação do rapaz até me interessava porque, para surpresa da criatura, estamos em Portugal! Não estamos em França e é normal que o comum dos mortais desconheça os ingredientes da (do?) génoise... Mas pronto, o rapaz teve a ousadia de não adivinhar que se encontrava perante um espécimen natural da terra de Napoleão. Estas pessoas que atendem ao público têm as bolas de cristal avariadas com demasiada frequência.
Acho sinceramente que estas pessoas intragáveis e que deliberadamente achincalham aqueles que consideram inferiores por terem o azar de lhes prestar algum serviço, deviam ser alertadas para a sua imensa imbecilidade.
Fiquei arrependida por não ter informado a criatura que a bola de cristal do funcionário se encontrava avariada e sem previsão de reparação. Talvez lhe pudesse ter transmitido que o dinheiro que ela já tinha largado na pastelaria, não pagava a paciência do funcionário nem justificava a sua imbecilidade. Aliás, não há quantia que compre paciência a quem tem de aturar imbecis. Mas... estamos em Portugal e, no fundo, a pequena corrupção é aceite, por isso, qualquer criatura que largue uns trocos num estabelecimento, acha que está a comprar a gratidão eterna dos funcionários que a devem tratar como benemérita. Errado!!!!
É que mesmo as pessoas que fazem atendimento ao público são seres humanos e têm de ser tratados como tal. Sim, da mesma forma como se trata o médico que também atende os seus clientes... ou o advogado a quem se paga para dar uns pareceres porque não temos tempo para andar a ler códigos de tudo e mais alguma coisa.
Estas criaturas mal-educadas que destratam o próximo por "dá cá aquela palha" acabarão por ser confrontadas com a sua própria estupidez mais cedo ou mais tarde. Ninguém está eternamente imune de levar uma resposta à letra que o ponha no lugar onde pertence por isso... salvemos pelo menos um estúpido. Basta demonstrar-lhe quão imbecil é... Se não funcionar, sabemos que haverá mais alguém a fazer-lhe a mesma demonstração mais cedo ou mais tarde e, por mais casmurro que seja, alguma vez há-de perceber que o problema não são os outros.

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Ah e tal... Não sei estrelar um ovo... e ainda não percebi que sou demasiado pobre para ser preguiçosa.

Hoje ouvi uma pérola daquelas que valem a pena partilhar.
A conversa foi mais ou menos assim:
- A minha filha está de férias e ficou sozinha em casa. Há bocado liguei-lhe e mandei-a ir a casa dos avós almoçar.
- Mas a tua filha não sabe fazer qualquer coisa para comer?
- Não! A minha filha nasceu para ser princesa.
- Pois, mas as princesas também comem...

Ah pois é... Os seres humanos têm de se alimentar para sobreviverem. Podem comer pratos congelados, take-away ou ir a restaurantes constantemente mas o colesterol e a banha vão crescer na medida inversa ao dinheirinho na conta. Se calhar não é a opção mais inteligente...
E quão habilidoso é preciso ser, para grelhar um bife ou uma posta de peixe? E enfiar uma carrada de vegetais dentro duma panela com água a ferver? Não é preciso ser um génio nem começar a treinar desde o berço...
Por isso, cada vez que oiço alguém dizer que não sabe cozinhar, eu penso em Darwin. Não penso que a pessoa é tão requintada que nunca pegou numa panela. Penso apenas que a selecção natural se encarregará deles...
Se comer é uma necessidade básica, cozinhar também deveria ser. E não é propriamente lisonjeiro ser incapacitado nessa área...

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Não gosto de MINIs... são uns egoístas!

Confesso que tenho problemas com músicas de anúncios. É que sou uma daquelas criaturas sinistras que não muda de canal durante a publicidade e, de vez em quando, o pessoal que escolhe as músicas para os anúncios, não é completamente surdo e chega a encontrar umas musiquinhas jeitosas.
Antigamente isto era dramático porque era uma odisseia descobrir quem cantava o quê, mas o Shazam e o SoundHound facilitaram-nos a vida.
Só há um anúncio cuja música me perturba quase há um ano porque não existe em lado nenhum. Chama-se Street Attitude e aparentemente foi feita exclusivamente para a campanha da Mini:



Estou revoltada. Quase me dava vontade de montar toda uma uma manif em frente à BMW... em Munique... mas em Setembro... mais especificamente a partir de dia 20 de Setembro... até ao 5 de Outubro... Por aí!
Já estamos em Dezembro por isso fica para o ano. Mas estou aqui com uma revolta que até fico um bocadinho atordoada.

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Este post vai ser sucinto

Quando se vai ao restaurante dum chef conceituado, esperamos que esse restaurante seja melhor que os outros, por isso, quando fui ao Cais da Pedra, esperava comer os melhores hamburgueres de Lisboa... Confere. Henrique Sá Pessoa nailed it.